sexta-feira, 23 de abril de 2010
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Continuarei com a História de "Clarisvânia, a Aluna que Sabia Demais" aguardem
O cordel será feito na hora, on-line
sábado, 6 de março de 2010
A História da Igreja do Arraial d` Ajuda
1
Muita gente vem pra Porto
No verão e carnaval
Todo mundo se diverte
Nas praias de Arraial
O lugar é freqüentado
E é tudo natural
2
A vila é paradisíaca
As praias são bem pertinho
Tem casas pitorescas
Com igreja num cantinho
O cenário é preparado
Até canta passarinho
3
Da igreja o sino toca
Chamando pra oração
Mas o povo nem se importa
Tão ali pra diversão
Pra o capeta, comer peixe
E quem sabe um camarão
4
O sino torna a tocar
Ninguém larga as caipirinhas
Mas a missa tem início
Com um grupo de velhinhas
Que de rosários na mão
Estão bem comportadinhas
5
É que elas fazem parte
Dum rodízio de velhinha
Cada dia aumenta mais
Para dá uma ajudinha
E com elas a igreja
Muito firme se encaminha
6
- é verão tá muito quente
É a mesma ladainha
Que o povo sempre inventa
Para dá escapadinha
O turista quer curtir
Pois não larga a caipirinha!
7
E por causa do rodízio
Vez em quando um aparece
Bate uma fotografia
Mas logo desaparece
Às vezes entra de sunga
Pois nem sabe o que acontece
8
Só que fé não sai férias
Nem tão pouco a educação
Aprendendo nossa história
Se é um turista ou não
Só estamos preservando
Uma forte tradição
9
Será que ninguém se lembra
Da santa água da bica
Das curas tão milagrosas
Que o Papa muito autentica
Não se lembram que de baixo
Da igreja a bica fica?
10
Por que em 15 de agosto
Tão poucos romeiros vêm
Se a água ainda jorra
Se milagre também tem
Se as velhinhas estão lá
E sino toca também
11
Que que está acontecendo
É diferente de Belém?
No círio de Nazaré
É gente que vai e vem
Dois milhões já se contou
E aqui tá tão aquém.
12
Ninguém sabe este mistério
A culpa padre não tem
Nem tão pouco a corredeira
Pois o fluxo se mantém
Até cego foi curado
E enxerga tudo bem
13
Náufragos já foram salvos
Acidentados também
Veja a sala dos milagres
Ex-voto é o que tem
Tem perna, braço, pescoço
Monóculos tem uns cem
14
E as fotos de 3X4
De corpo inteiro e de frente
As provas que tem na sala
Não é o suficiente
Se aquilo não for verdade
Nós precisamos de lente
15
Talvez ninguém mais lembre
Como a santa água jorrou
Esqueceram das histórias
Que contava seu avô
Pois o povo já não sabe
Como a santa aqui chegou
16
Que na barca dos Jesuítas
Num altar se acomodou
Que padre Manuel da Nóbrega
Muito se emocionou
Com a viagem tranqüila
Que o mar nem balançou
17
Nossa senhora d`Ajuda
Do Portugal foi que veio
De milhares de quilômetros
Há quatro séculos e meio
Veio ver Brasil nascer
Pra lhe emprestar o seio
18
E o povo tá esquecendo
Os valores que ela tem
Se viram para outro lado
Um lado que lhe convém
Mas só Deus e a mãe dele
É que faz um Brasil bem
19
África América e Índia
Igreja não lhe faltou
Onde português esteve
Altar pra Ajuda ajeitou
Arraial é um exemplo
Que o cordeleiro encontrou
20
Nossa senhora d`Ajuda
Não esqueça o Brasil
A coisa agora é fraca
Pouca ovelha no redil
Algum dia aumenta mais
Seremos umas cem mil
Muita gente vem pra Porto
No verão e carnaval
Todo mundo se diverte
Nas praias de Arraial
O lugar é freqüentado
E é tudo natural
2
A vila é paradisíaca
As praias são bem pertinho
Tem casas pitorescas
Com igreja num cantinho
O cenário é preparado
Até canta passarinho
3
Da igreja o sino toca
Chamando pra oração
Mas o povo nem se importa
Tão ali pra diversão
Pra o capeta, comer peixe
E quem sabe um camarão
4
O sino torna a tocar
Ninguém larga as caipirinhas
Mas a missa tem início
Com um grupo de velhinhas
Que de rosários na mão
Estão bem comportadinhas
5
É que elas fazem parte
Dum rodízio de velhinha
Cada dia aumenta mais
Para dá uma ajudinha
E com elas a igreja
Muito firme se encaminha
6
- é verão tá muito quente
É a mesma ladainha
Que o povo sempre inventa
Para dá escapadinha
O turista quer curtir
Pois não larga a caipirinha!
7
E por causa do rodízio
Vez em quando um aparece
Bate uma fotografia
Mas logo desaparece
Às vezes entra de sunga
Pois nem sabe o que acontece
8
Só que fé não sai férias
Nem tão pouco a educação
Aprendendo nossa história
Se é um turista ou não
Só estamos preservando
Uma forte tradição
9
Será que ninguém se lembra
Da santa água da bica
Das curas tão milagrosas
Que o Papa muito autentica
Não se lembram que de baixo
Da igreja a bica fica?
10
Por que em 15 de agosto
Tão poucos romeiros vêm
Se a água ainda jorra
Se milagre também tem
Se as velhinhas estão lá
E sino toca também
11
Que que está acontecendo
É diferente de Belém?
No círio de Nazaré
É gente que vai e vem
Dois milhões já se contou
E aqui tá tão aquém.
12
Ninguém sabe este mistério
A culpa padre não tem
Nem tão pouco a corredeira
Pois o fluxo se mantém
Até cego foi curado
E enxerga tudo bem
13
Náufragos já foram salvos
Acidentados também
Veja a sala dos milagres
Ex-voto é o que tem
Tem perna, braço, pescoço
Monóculos tem uns cem
14
E as fotos de 3X4
De corpo inteiro e de frente
As provas que tem na sala
Não é o suficiente
Se aquilo não for verdade
Nós precisamos de lente
15
Talvez ninguém mais lembre
Como a santa água jorrou
Esqueceram das histórias
Que contava seu avô
Pois o povo já não sabe
Como a santa aqui chegou
16
Que na barca dos Jesuítas
Num altar se acomodou
Que padre Manuel da Nóbrega
Muito se emocionou
Com a viagem tranqüila
Que o mar nem balançou
17
Nossa senhora d`Ajuda
Do Portugal foi que veio
De milhares de quilômetros
Há quatro séculos e meio
Veio ver Brasil nascer
Pra lhe emprestar o seio
18
E o povo tá esquecendo
Os valores que ela tem
Se viram para outro lado
Um lado que lhe convém
Mas só Deus e a mãe dele
É que faz um Brasil bem
19
África América e Índia
Igreja não lhe faltou
Onde português esteve
Altar pra Ajuda ajeitou
Arraial é um exemplo
Que o cordeleiro encontrou
20
Nossa senhora d`Ajuda
Não esqueça o Brasil
A coisa agora é fraca
Pouca ovelha no redil
Algum dia aumenta mais
Seremos umas cem mil
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
A Origem do Cordel
A Origem do Cordel
1
Muita gente vê cordel
Pendurado na cordinha
Às vezes nem dá valor
Nem olha a historinha
Diz: é coisa de matuto
Tô fora não é a minha
2
Nem sabe que o cordel
É antigo pra danar
Que é de antes da escrita
Não podemos mensurar
Pois se acorda esticar muito
Lá na Grécia vai chegar
3
Não pense que grandes livros
Existentes no Universo
Foram assim logo escrito
No papel frente e verso
Bíblia e Bhagavad Gita
Esses livros de sucesso
4
Antes deles serem escritos
Tavam na cuca guardados
Os versículos bem feitos
Todos eles bem rimados
Quando inventaram papel
Já estava decorados
5
Pois o homem primitivo
Não sabia escrever
Isso é coisa de depois
Dos egípcios pode ser
O negócio era na rima
Para não se esquecer
6
Uma rima puxa a outra
Igualmente uma canção
Que você lembra da música
E no embalo da emoção
Num instante canta tudo
Pode prestar atenção
7
Vem daí nosso cordel
De toda essa oralidade
Da tradição popular
Que tem a humanidade
Não há povo sem história
É a mais pura verdade
8
No tempo da Idade Média
Já se via algum cordel
Pouca coisa era impressa
Ainda era caro o papel
Mas cantador dava seu jeito
Para passar o chapéu
9
Faziam lá um teatro
Para poder ganhar o pão
E com sua voz cantada
Com muita empolgação
Chamava os transeuntes
Pedindo sua atenção
10
E se a história agradasse
O povo nunca deixava
De arranjar qualquer trocado
Sempre alguma coisa dava
Ás vezes até galinha
Qualquer jeito ajudava
11
Cantador do tempo antigo
Cansado de feira em feira
Espalhava assunto sério
Outras vezes brincadeira
Os antigos jornalistas
Viviam dessa maneira
12
De Portugal eles chegaram
Na grande navegação
E com os patrícios deles
Se enfurnaram no sertão
Nessas terras brasileiras
Foi tão grande a confusão
13
Eles trocaram as bolas
Ficou numa danação
As coisas de Portugal
Misturaram no sertão
Camões,Caboclo,cangaço
Virou aquela danação
14
Camões virou Camonge
Bem metido e sabichão
Imperador Carlos Magno
Quem sabe um Lampião
Bocage meu Deus do céu!
Sofreu muita mutação
15
Até lendas brasileiras
Cantador cordelizava
Pois a índia Iracema
Ela protagonizava
As histórias de amor
Que o povo se encantava
16
Esses novos trovadores
Misturaram no sertão
Sangue índio e lusitano
Nova miscigenação
Que ajudou a criar
A cultura da Nação
17
Embaixo de Sol na feira
No sertão sem proteção
Começava a cantoria
De qualquer uma invenção
- ontem em canto fulano
atacou o Lampião!
18
-o bandido trouxe dor
botou tudo pelo chão
as moças com muito medo
clamavam por proteção...
prefeito pagou resgate
pra não ter destruição.
19
Cantavam do mesmo jeito
Que o trovador europeu
Só que aqui no Brasil
Parece que o santo desceu
Os cabra inventaram moda
E um novo ccordel nasceu
É isso aí.
1
Muita gente vê cordel
Pendurado na cordinha
Às vezes nem dá valor
Nem olha a historinha
Diz: é coisa de matuto
Tô fora não é a minha
2
Nem sabe que o cordel
É antigo pra danar
Que é de antes da escrita
Não podemos mensurar
Pois se acorda esticar muito
Lá na Grécia vai chegar
3
Não pense que grandes livros
Existentes no Universo
Foram assim logo escrito
No papel frente e verso
Bíblia e Bhagavad Gita
Esses livros de sucesso
4
Antes deles serem escritos
Tavam na cuca guardados
Os versículos bem feitos
Todos eles bem rimados
Quando inventaram papel
Já estava decorados
5
Pois o homem primitivo
Não sabia escrever
Isso é coisa de depois
Dos egípcios pode ser
O negócio era na rima
Para não se esquecer
6
Uma rima puxa a outra
Igualmente uma canção
Que você lembra da música
E no embalo da emoção
Num instante canta tudo
Pode prestar atenção
7
Vem daí nosso cordel
De toda essa oralidade
Da tradição popular
Que tem a humanidade
Não há povo sem história
É a mais pura verdade
8
No tempo da Idade Média
Já se via algum cordel
Pouca coisa era impressa
Ainda era caro o papel
Mas cantador dava seu jeito
Para passar o chapéu
9
Faziam lá um teatro
Para poder ganhar o pão
E com sua voz cantada
Com muita empolgação
Chamava os transeuntes
Pedindo sua atenção
10
E se a história agradasse
O povo nunca deixava
De arranjar qualquer trocado
Sempre alguma coisa dava
Ás vezes até galinha
Qualquer jeito ajudava
11
Cantador do tempo antigo
Cansado de feira em feira
Espalhava assunto sério
Outras vezes brincadeira
Os antigos jornalistas
Viviam dessa maneira
12
De Portugal eles chegaram
Na grande navegação
E com os patrícios deles
Se enfurnaram no sertão
Nessas terras brasileiras
Foi tão grande a confusão
13
Eles trocaram as bolas
Ficou numa danação
As coisas de Portugal
Misturaram no sertão
Camões,Caboclo,cangaço
Virou aquela danação
14
Camões virou Camonge
Bem metido e sabichão
Imperador Carlos Magno
Quem sabe um Lampião
Bocage meu Deus do céu!
Sofreu muita mutação
15
Até lendas brasileiras
Cantador cordelizava
Pois a índia Iracema
Ela protagonizava
As histórias de amor
Que o povo se encantava
16
Esses novos trovadores
Misturaram no sertão
Sangue índio e lusitano
Nova miscigenação
Que ajudou a criar
A cultura da Nação
17
Embaixo de Sol na feira
No sertão sem proteção
Começava a cantoria
De qualquer uma invenção
- ontem em canto fulano
atacou o Lampião!
18
-o bandido trouxe dor
botou tudo pelo chão
as moças com muito medo
clamavam por proteção...
prefeito pagou resgate
pra não ter destruição.
19
Cantavam do mesmo jeito
Que o trovador europeu
Só que aqui no Brasil
Parece que o santo desceu
Os cabra inventaram moda
E um novo ccordel nasceu
É isso aí.
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
domingo, 1 de novembro de 2009
"Clarisvânia “ uma aluna inteligente demais
1
Só Deus para ajudar
Nessa grande confusão
Pois uma aluna inteligente
Que estudava lição
Só tirava nota baixa
Veja que perturbação
2
Maldade ou ignorância
Num sertão desse Brasil
Onde certa professora
Quase quase destruiu
O futuro de uma aluna
Uma vida estudantil
3
Mas mentira sempre perde
A verdade sempre ganha
E no final dessa história
Que parece tão estranha
Veremos que triunfará
A aluna Clarisvânia
4
O oficio de ensinador
Não é para qualquer um
Não é por necessidade
Tome currículo pá-pum!
Ensinar é uma missão
A lição número um
5
Quem se mete a professor
Quando não tem vocação
O que faz é trapalhada
Bota o pé pela mão
Comete muita injustiça
Como nesta ocasião
6
Que uma professora ingrata
Sem miolo na cachola
Dava muita nota ruim
Para todos na escola
Até se o cara sabia
A mulher não dava bola
7
De tanto ela botar zero
Será que a professora via
As respostas dos meninos
Quando prova corrigia?
Quem sabe na casa dela
De preguiça só dormia
8
E quando o dia amanhecia
Na pressa de se arrumar
Ia tacando zero em tudo
Para o serviço adiantar
Botava as provas na bolsa
E se punha a caminhar
9
Só podia ser assim
É a única explicação
Por que parece impossível
Zeros nessa proporção
No Brasil ensino é fraco
Mas exagero assim não
10
Vamos tentar entender
Se uma aluna que sabia
Uma menina aplicada
Tanto zero merecia
E vamos saber também
Que a professora fazia
11
A aluna se chamava
Clarisvânia de Alencar
Ela andava 6 quilômetros
3 para ir 3 pra voltar
Pra chegar na escola dela
E só zero ela arranjar
12
Pois mesmo que ela dormisse
Com livro por travesseiro
Fosse aula particular
Durante o ano inteiro
Parecia ter feito nada
Pois zerava o teste inteiro
13
A mãe dela era Dinalva
E não sabia o que fazer
Já que sempre corrigia
Tava certo seu dever!
Tinha até coisas a mais
Dava raiva só de ver
14
Nas provas de Geografia
Matéria que ela amava
As capitais dos países
Até da China acertava
Em Gramática então
Ela nunca se apertava
15
Ao ditongo decrescente
Ela dava explicação
-Vogal forte é primeiro...
Como: mãe e coração
Tá ouvindo mãe querida
Como eu sei minha lição?
16
Dona Dinalva ouvia tudo
As lágrimas segurava
Clarisvânia inteligente
E tanto zero levava
Não tá certo meu Senhor!
A mulher se revoltava
17
Um dia ela diz a filha:
Nós temos uma saída
Diga a essa professora:
Eu quero ser argüida
Estude um pouco mais hoje
Pra ficar bem prevenida
18
Se pegue com Geografia
E decore as capitais
Das nações que tem no mundo
Não fique uma só pra trás
Quero ver se ela te enrola
Quero ver se ela é capaz
19
Clarisvânia diz: tá certo
Vou gostar do desafio
Eu tiro tudo isso a limpo
Por que muito desconfio
Que do jeito que eu estudo
Eu mereceria uns mil
20
No outro dia Clarisvânia
Chega cedo na escola
Tudo na ponta da língua
Que ela já nem via a hora
De enfrentar a professora
E fazer o bota fora
21
E logo veio a professora
Com teste pra cima dela
Clarisvania devolveu
E foi dizendo para ela
Eu não quero prova escrita
“O negócio era na goela”
22
E categoricamente
Pediu pra ser argüida
A professora respondeu
Não está sendo atrevida?
Meu horário aqui é pouco
Acabo logo em seguida
23
Não vou ficar me empatando
Com aluna especial
Que rejeita prova escrita
E só quer a prova oral
Aqui não é faculdade
Ainda é Fundamental
24
Clarisvânia logo diz
Professora vou dizer
Não é o que lhe parece
Não tô querendo aparecer
Só lhe fiz essa proposta
Pra poder esclarecer
25
Por que estou levando zero
Você pode me dizer?
Por que isso acontece
Se tá certo meu dever
Se respondo direitinho
Mãe revisa pode crer!
26
Pois se aqui ficam calados
E não querem nem saber
Comigo é diferente
Já que eu quero aprender
Se eu não tiver estudo
O que é que eu vou ser?
27
Ela peitou a professora
E a mulher se intimidou
Pois disse logo pra ela
Vamos lá pro corredor
A gente resolve tudo
Clarisvânia: por favor,
28
Lá fora a professora
Fala despreocupada
-Tudo bem essa menina
Toda classe tá passada
Aluno repetir ano
Já é coisa ultrapassada...
29
Clarisvânia diz ô gente!
Passar sem saber de nada?
E lá no vestibular
A turma tá preparada
Pra concorrer com os outros
De uma escola avançada?
30
E os zeros que estou levando
A senhora faz o quê?
Minha mãe corrige tudo
Acompanha meu dever
A professora lhe responde:
Deixe lá que eu vou rever.
31
Chega em casa Clarisvânia
Pra sua mãe tudo esclarece
Quando a pobre dela escuta
Dinalva quase enlouquece
Filha! Pelo amor de Deus
O que foi que tu disseste
32
Então virou brincadeira
Eu não aceito isso não
No tempo que eu estudava
Tinha até Admissão
Se aluno não estudava
Ele não passava não
33
Tudo bem que hoje em dia
Passe burro analfabeto
Mas a tua professora
Não está agindo certo
Ela não corrige nada
Isso não está correto
34
Mas veremos mais pra frente
O que ela vai aprontar
Qual é mesmo da bruaca
E que nota que vai dar
Uma coisa ela já sabe
Tu tens mãe pra te cuidar
35
Clarisvânia continuou
A estudante exigente
Chegava cedo à escola
A mesma aluna de sempre
Preocupada com futuro
Nos estudos consciente
36
Fim de mês ela faz testes
Esperou por resultado
A nota dela veio 100
Negócio táva mudado
Mas as notas dos meninos
O zero táva encarnado
37
Isso lhe preocupou
Em casa pra mãe relata:
Por uma parte estou bem
Eu tirei nota bem alta
Mas por outra estou triste
A coisa é muito chata
38
O resto dos coleguinhas
Só tiraram nota baixa
Diga lá minha mãezinha
Quê que a senhora acha
Tá certo um negócio desse
Vão passar tudo na faixa
39
Por isso não tão ligando
Nem olham pra resultado
Vão passar de qualquer jeito
Ninguém tá aperreado
Mas comigo é diferente
Isso tá esculhambado
40
Com raiva a mãe dela diz
Eu vou no grupo escolar
Levo toda tuas provas
Para diretora olhar
Se ela não revisar tudo
Ah!O bicho vai pegar
41
Vamos até pra São Paulo
Se for para tu estudar
Na capital Bandeirante
Tem colégio particular
Vai ter muitas opções
Tu vás puder te formar
42
Há de existir um lugar
Que ajuda quem quer estudar
Tua cabeça é boa filha
Por isso vou me esforçar
Largo roça boi e vaca
Na mão de Deus vai ficar
43
Dinalva respira fundo
Depois de desabafar
Começa a pensar melhor
Começa a se concentrar
Não pode ser desse jeito
Ela tem que se acalmar
44
E no outro dia cedinho
Frente ao grupo escolar
Esperando a porta abrir
Pobre mãe estava lá
No que chega a diretora
Ela vai lhe acompanhar
45
Dinalva muito nervosa
Fala tudo sem parar
Aquelas provas na mão
Já pesando pra danar
A diretora pergunta
Vai voltar a estudar?
46
Vou não, é de Clarisvânia
E começa a relatar
Diretora eu desconfio
Que lhe vão é sabotar
Minha filha sabe muito
Você pode acreditar
47
Ela sabe geografia
Matemática e ciência
Diretora por favor
Já estou sem paciência
Eu vejo os deveres dela
De tudo tenho ciência
48
A diretora diz pra ela:
Que tudo irá corrigir
Que ela beba uma água
Que o negócio vai fluir
Que não fale no momento
Para não lhe distrair
49
Não demora a diretora
Grita: olhe meu Deus aqui!
Essa menina em matemática
Mais, vezes, subtrair
Tudo certo ela é demais
Ninguém pode discutir.
50
Que essa professora fez?
Mandem ela vir aqui
Se ela é despreparada
Ela tem que se assumir
Em minhas mãos tenho provas
Tá demais tudo isso aqui
51
Logo entra a professora
E começa a chorar
Disse: por necessidade
Inventei de ensinar
Me dê as contas diretora
Já não passo agüentar
52
A vergonha é muito grande
Como pude acreditar
Que eu tinha vocação
De ir pra classe ensinar
Corrigir tanto dever
É difícil pra danar
53
Perdoe-me dona Dinalva
Diretora vou-me embora
Nunca mais eu me atrevo
De ensinar assim na tora
Não nasci para isso não
E de escola eu tô fora
54
A diretora lhe despede
Dando um longo sermão
Não se meta a ensinar
Procure outra profissão
Vá em paz minha senhora
Que eu já sei minha missão
55
Vou tomar conta da turma
E os alunos passarão
O trabalho vai ser duro
Mas não tem problema não
Contarei com Clarisvânia
Pra fazer a correção
56
Dinalva também ajuda
As mães incentivará
A olhar mais pelos filhos
Não deixar a Deus dará
Vá em paz professorinha
Tudo se resolverá
Fim da primeira parte.
Esta história continua, aguarde um próximo folheto.
obs.Clarisvânia é uma obra de ficção qualquer semelhança com fatos ou pesrsonagens terá sido mera coincidência
1
Só Deus para ajudar
Nessa grande confusão
Pois uma aluna inteligente
Que estudava lição
Só tirava nota baixa
Veja que perturbação
2
Maldade ou ignorância
Num sertão desse Brasil
Onde certa professora
Quase quase destruiu
O futuro de uma aluna
Uma vida estudantil
3
Mas mentira sempre perde
A verdade sempre ganha
E no final dessa história
Que parece tão estranha
Veremos que triunfará
A aluna Clarisvânia
4
O oficio de ensinador
Não é para qualquer um
Não é por necessidade
Tome currículo pá-pum!
Ensinar é uma missão
A lição número um
5
Quem se mete a professor
Quando não tem vocação
O que faz é trapalhada
Bota o pé pela mão
Comete muita injustiça
Como nesta ocasião
6
Que uma professora ingrata
Sem miolo na cachola
Dava muita nota ruim
Para todos na escola
Até se o cara sabia
A mulher não dava bola
7
De tanto ela botar zero
Será que a professora via
As respostas dos meninos
Quando prova corrigia?
Quem sabe na casa dela
De preguiça só dormia
8
E quando o dia amanhecia
Na pressa de se arrumar
Ia tacando zero em tudo
Para o serviço adiantar
Botava as provas na bolsa
E se punha a caminhar
9
Só podia ser assim
É a única explicação
Por que parece impossível
Zeros nessa proporção
No Brasil ensino é fraco
Mas exagero assim não
10
Vamos tentar entender
Se uma aluna que sabia
Uma menina aplicada
Tanto zero merecia
E vamos saber também
Que a professora fazia
11
A aluna se chamava
Clarisvânia de Alencar
Ela andava 6 quilômetros
3 para ir 3 pra voltar
Pra chegar na escola dela
E só zero ela arranjar
12
Pois mesmo que ela dormisse
Com livro por travesseiro
Fosse aula particular
Durante o ano inteiro
Parecia ter feito nada
Pois zerava o teste inteiro
13
A mãe dela era Dinalva
E não sabia o que fazer
Já que sempre corrigia
Tava certo seu dever!
Tinha até coisas a mais
Dava raiva só de ver
14
Nas provas de Geografia
Matéria que ela amava
As capitais dos países
Até da China acertava
Em Gramática então
Ela nunca se apertava
15
Ao ditongo decrescente
Ela dava explicação
-Vogal forte é primeiro...
Como: mãe e coração
Tá ouvindo mãe querida
Como eu sei minha lição?
16
Dona Dinalva ouvia tudo
As lágrimas segurava
Clarisvânia inteligente
E tanto zero levava
Não tá certo meu Senhor!
A mulher se revoltava
17
Um dia ela diz a filha:
Nós temos uma saída
Diga a essa professora:
Eu quero ser argüida
Estude um pouco mais hoje
Pra ficar bem prevenida
18
Se pegue com Geografia
E decore as capitais
Das nações que tem no mundo
Não fique uma só pra trás
Quero ver se ela te enrola
Quero ver se ela é capaz
19
Clarisvânia diz: tá certo
Vou gostar do desafio
Eu tiro tudo isso a limpo
Por que muito desconfio
Que do jeito que eu estudo
Eu mereceria uns mil
20
No outro dia Clarisvânia
Chega cedo na escola
Tudo na ponta da língua
Que ela já nem via a hora
De enfrentar a professora
E fazer o bota fora
21
E logo veio a professora
Com teste pra cima dela
Clarisvania devolveu
E foi dizendo para ela
Eu não quero prova escrita
“O negócio era na goela”
22
E categoricamente
Pediu pra ser argüida
A professora respondeu
Não está sendo atrevida?
Meu horário aqui é pouco
Acabo logo em seguida
23
Não vou ficar me empatando
Com aluna especial
Que rejeita prova escrita
E só quer a prova oral
Aqui não é faculdade
Ainda é Fundamental
24
Clarisvânia logo diz
Professora vou dizer
Não é o que lhe parece
Não tô querendo aparecer
Só lhe fiz essa proposta
Pra poder esclarecer
25
Por que estou levando zero
Você pode me dizer?
Por que isso acontece
Se tá certo meu dever
Se respondo direitinho
Mãe revisa pode crer!
26
Pois se aqui ficam calados
E não querem nem saber
Comigo é diferente
Já que eu quero aprender
Se eu não tiver estudo
O que é que eu vou ser?
27
Ela peitou a professora
E a mulher se intimidou
Pois disse logo pra ela
Vamos lá pro corredor
A gente resolve tudo
Clarisvânia: por favor,
28
Lá fora a professora
Fala despreocupada
-Tudo bem essa menina
Toda classe tá passada
Aluno repetir ano
Já é coisa ultrapassada...
29
Clarisvânia diz ô gente!
Passar sem saber de nada?
E lá no vestibular
A turma tá preparada
Pra concorrer com os outros
De uma escola avançada?
30
E os zeros que estou levando
A senhora faz o quê?
Minha mãe corrige tudo
Acompanha meu dever
A professora lhe responde:
Deixe lá que eu vou rever.
31
Chega em casa Clarisvânia
Pra sua mãe tudo esclarece
Quando a pobre dela escuta
Dinalva quase enlouquece
Filha! Pelo amor de Deus
O que foi que tu disseste
32
Então virou brincadeira
Eu não aceito isso não
No tempo que eu estudava
Tinha até Admissão
Se aluno não estudava
Ele não passava não
33
Tudo bem que hoje em dia
Passe burro analfabeto
Mas a tua professora
Não está agindo certo
Ela não corrige nada
Isso não está correto
34
Mas veremos mais pra frente
O que ela vai aprontar
Qual é mesmo da bruaca
E que nota que vai dar
Uma coisa ela já sabe
Tu tens mãe pra te cuidar
35
Clarisvânia continuou
A estudante exigente
Chegava cedo à escola
A mesma aluna de sempre
Preocupada com futuro
Nos estudos consciente
36
Fim de mês ela faz testes
Esperou por resultado
A nota dela veio 100
Negócio táva mudado
Mas as notas dos meninos
O zero táva encarnado
37
Isso lhe preocupou
Em casa pra mãe relata:
Por uma parte estou bem
Eu tirei nota bem alta
Mas por outra estou triste
A coisa é muito chata
38
O resto dos coleguinhas
Só tiraram nota baixa
Diga lá minha mãezinha
Quê que a senhora acha
Tá certo um negócio desse
Vão passar tudo na faixa
39
Por isso não tão ligando
Nem olham pra resultado
Vão passar de qualquer jeito
Ninguém tá aperreado
Mas comigo é diferente
Isso tá esculhambado
40
Com raiva a mãe dela diz
Eu vou no grupo escolar
Levo toda tuas provas
Para diretora olhar
Se ela não revisar tudo
Ah!O bicho vai pegar
41
Vamos até pra São Paulo
Se for para tu estudar
Na capital Bandeirante
Tem colégio particular
Vai ter muitas opções
Tu vás puder te formar
42
Há de existir um lugar
Que ajuda quem quer estudar
Tua cabeça é boa filha
Por isso vou me esforçar
Largo roça boi e vaca
Na mão de Deus vai ficar
43
Dinalva respira fundo
Depois de desabafar
Começa a pensar melhor
Começa a se concentrar
Não pode ser desse jeito
Ela tem que se acalmar
44
E no outro dia cedinho
Frente ao grupo escolar
Esperando a porta abrir
Pobre mãe estava lá
No que chega a diretora
Ela vai lhe acompanhar
45
Dinalva muito nervosa
Fala tudo sem parar
Aquelas provas na mão
Já pesando pra danar
A diretora pergunta
Vai voltar a estudar?
46
Vou não, é de Clarisvânia
E começa a relatar
Diretora eu desconfio
Que lhe vão é sabotar
Minha filha sabe muito
Você pode acreditar
47
Ela sabe geografia
Matemática e ciência
Diretora por favor
Já estou sem paciência
Eu vejo os deveres dela
De tudo tenho ciência
48
A diretora diz pra ela:
Que tudo irá corrigir
Que ela beba uma água
Que o negócio vai fluir
Que não fale no momento
Para não lhe distrair
49
Não demora a diretora
Grita: olhe meu Deus aqui!
Essa menina em matemática
Mais, vezes, subtrair
Tudo certo ela é demais
Ninguém pode discutir.
50
Que essa professora fez?
Mandem ela vir aqui
Se ela é despreparada
Ela tem que se assumir
Em minhas mãos tenho provas
Tá demais tudo isso aqui
51
Logo entra a professora
E começa a chorar
Disse: por necessidade
Inventei de ensinar
Me dê as contas diretora
Já não passo agüentar
52
A vergonha é muito grande
Como pude acreditar
Que eu tinha vocação
De ir pra classe ensinar
Corrigir tanto dever
É difícil pra danar
53
Perdoe-me dona Dinalva
Diretora vou-me embora
Nunca mais eu me atrevo
De ensinar assim na tora
Não nasci para isso não
E de escola eu tô fora
54
A diretora lhe despede
Dando um longo sermão
Não se meta a ensinar
Procure outra profissão
Vá em paz minha senhora
Que eu já sei minha missão
55
Vou tomar conta da turma
E os alunos passarão
O trabalho vai ser duro
Mas não tem problema não
Contarei com Clarisvânia
Pra fazer a correção
56
Dinalva também ajuda
As mães incentivará
A olhar mais pelos filhos
Não deixar a Deus dará
Vá em paz professorinha
Tudo se resolverá
Fim da primeira parte.
Esta história continua, aguarde um próximo folheto.
obs.Clarisvânia é uma obra de ficção qualquer semelhança com fatos ou pesrsonagens terá sido mera coincidência
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
Cordel de Michael Jackson e o que disseram os tablóides
Michael Jackson
e os fuxicos dos tablóides
I
Com licença meus senhores
Só um pouco de atenção
Os versos que aqui seguem
Pode ser a salvação
Cuidado com o que pedem
Cuidado com ambição
II
Muitos dizem ai meu Deus !
Como essa vida é ruim
Quando eu vou enriquecer
Vou virar um Aladim
Pra ter o gênio da lâmpada
Obedecendo a mim
III
Quando vou ser Michael Jackson
Sair por ai reboando
Com o bolso cheio de dinheiro
As mulheres me amando
Subir no palco da vida
Ver o povo me aclamando
IV
Será que o povo sabe
Na fria que tá entrado
Ficando assim como besta
Por riqueza se babando
Cuidado gente cuidado
Em ficar ambicionando
V
A vida de Michael Jackson
Não era aquele colosso
Quando o cabôco morreu
O bichim só tava o osso
O rosto se despencou
Só ficou mesmo o esboço
VI
Mudança que fez na cara
Para empinar seu nariz
Mudança na cor da cútis
Que ficou quer ver o Kiss
Tudo tudo despencou
Cadê aquele petiz
VII
Que encantava a moçada
Dando o passinho pra trás
Quem não lembra de: A B C
O menino era demais
Que foi aquilo meu Deus
Cadê Maicon? Nunca mais
VIII
Quando os médicos abriram
Para periciar ele
Encontraram foi cachete
Dentro do abdômen dele
Os peritos se assustaram
Todo mundo era fã dele
IX
A crua realidade
Por detrás da fantasia
No que termina o exame
Teve choro em demasia
Os médicos se retiraram
E ninguém nada dizia
X
Ali desmistificado
O rei do pop jazia
Tava nu e sem glamour
Numa pedra muito fria
Demorou pra acreditar
É que a ficha não caía
XI
Logo veio tanto fuxico
Que pareceram sem fim
Falaram da infância dele
Que seu pai era ruim
Que Maicom vivia preso
Numa torre de marfim
XII
Do pai também disseram
Que só na grana pensava
Que pra Maicon cantar bem
Quase lhe hipnotizava
E que se as rimas errasse
O cinto dele avuava
XIII
Que Maicon perdia aula
Pra puder ir ensaiar
Que às vezes meia noite
O som tava a repassar
Eita que véio exigente
Tão difícil de aturar
XIV
Se Maicom dizia: não canto
Pois quero estudar um pouco
Ser um menino normal
O véio ficava louco
Maicon you gonna shake now!
Ou tu vai levar um soco.
XV
E que foi por causa disso
Que Maicon falava fino
Mesmo quando virou homem
A voz era de menino
O trauma dele foi tato
Que quase virava albino
XVI
Falaram dos seus irmãos
Que todos cantavam mal
E que só viviam de olho
Na fama e no vil metal
Que Maicon logo caiu fora
Mas já tava feito o mal
XVII
Das coisas que fofocaram
Todas foram de matar
Mas a de ficar dançando
Sem ter tempo de estudar
Isso sim foi muito errado
Isso sim foi de lascar
XVIII
Maicon podia se formar
Aprender Filosofia
Quem sabe se desse jeito
Muito melhor não seria
Seguia cantando bem
Mas o mundo entenderia
XIX
O estudo salva o homem
E faz ele compreender
Que dinheiro não é tudo
O que vale é Saber
Pois é quem liberta a gente
E nos faz sobreviver
XX
Se o cabra cresce burro
Se nunca liga pra escola
O que ele achar bonito
Qualquer coisa ele dá bola
Não descobre a si mesmo
Fica só fazendo cola!
XXI
E depois de Maicom rico
Dava sim para estudar
Mas com os bilhões no banco
Ele ia lá se importar
Fama lhe contagiou
Até foi se clarear!
XXII
Mexeu tanto no seu corpo
Que não queria mais se olhar
Passava longe de espelho
Pra não se contrariar
Mas que armada foi aquela
Que seu Maicon foi aprontar
XXIII
Por fim a TV mostrou
Somente o caixão lacrado
Quem sabe se no final
Ele não foi reciclado
Não se viu falar mais nele
Assunto tá encerrado
XXIV
A terra não come Plástico
Só produto natural
Do jeito que ele ficou
Um tanto discomunal
Vai ver virou boneco
Em tamanho natural
Fim
e os fuxicos dos tablóides
I
Com licença meus senhores
Só um pouco de atenção
Os versos que aqui seguem
Pode ser a salvação
Cuidado com o que pedem
Cuidado com ambição
II
Muitos dizem ai meu Deus !
Como essa vida é ruim
Quando eu vou enriquecer
Vou virar um Aladim
Pra ter o gênio da lâmpada
Obedecendo a mim
III
Quando vou ser Michael Jackson
Sair por ai reboando
Com o bolso cheio de dinheiro
As mulheres me amando
Subir no palco da vida
Ver o povo me aclamando
IV
Será que o povo sabe
Na fria que tá entrado
Ficando assim como besta
Por riqueza se babando
Cuidado gente cuidado
Em ficar ambicionando
V
A vida de Michael Jackson
Não era aquele colosso
Quando o cabôco morreu
O bichim só tava o osso
O rosto se despencou
Só ficou mesmo o esboço
VI
Mudança que fez na cara
Para empinar seu nariz
Mudança na cor da cútis
Que ficou quer ver o Kiss
Tudo tudo despencou
Cadê aquele petiz
VII
Que encantava a moçada
Dando o passinho pra trás
Quem não lembra de: A B C
O menino era demais
Que foi aquilo meu Deus
Cadê Maicon? Nunca mais
VIII
Quando os médicos abriram
Para periciar ele
Encontraram foi cachete
Dentro do abdômen dele
Os peritos se assustaram
Todo mundo era fã dele
IX
A crua realidade
Por detrás da fantasia
No que termina o exame
Teve choro em demasia
Os médicos se retiraram
E ninguém nada dizia
X
Ali desmistificado
O rei do pop jazia
Tava nu e sem glamour
Numa pedra muito fria
Demorou pra acreditar
É que a ficha não caía
XI
Logo veio tanto fuxico
Que pareceram sem fim
Falaram da infância dele
Que seu pai era ruim
Que Maicom vivia preso
Numa torre de marfim
XII
Do pai também disseram
Que só na grana pensava
Que pra Maicon cantar bem
Quase lhe hipnotizava
E que se as rimas errasse
O cinto dele avuava
XIII
Que Maicon perdia aula
Pra puder ir ensaiar
Que às vezes meia noite
O som tava a repassar
Eita que véio exigente
Tão difícil de aturar
XIV
Se Maicom dizia: não canto
Pois quero estudar um pouco
Ser um menino normal
O véio ficava louco
Maicon you gonna shake now!
Ou tu vai levar um soco.
XV
E que foi por causa disso
Que Maicon falava fino
Mesmo quando virou homem
A voz era de menino
O trauma dele foi tato
Que quase virava albino
XVI
Falaram dos seus irmãos
Que todos cantavam mal
E que só viviam de olho
Na fama e no vil metal
Que Maicon logo caiu fora
Mas já tava feito o mal
XVII
Das coisas que fofocaram
Todas foram de matar
Mas a de ficar dançando
Sem ter tempo de estudar
Isso sim foi muito errado
Isso sim foi de lascar
XVIII
Maicon podia se formar
Aprender Filosofia
Quem sabe se desse jeito
Muito melhor não seria
Seguia cantando bem
Mas o mundo entenderia
XIX
O estudo salva o homem
E faz ele compreender
Que dinheiro não é tudo
O que vale é Saber
Pois é quem liberta a gente
E nos faz sobreviver
XX
Se o cabra cresce burro
Se nunca liga pra escola
O que ele achar bonito
Qualquer coisa ele dá bola
Não descobre a si mesmo
Fica só fazendo cola!
XXI
E depois de Maicom rico
Dava sim para estudar
Mas com os bilhões no banco
Ele ia lá se importar
Fama lhe contagiou
Até foi se clarear!
XXII
Mexeu tanto no seu corpo
Que não queria mais se olhar
Passava longe de espelho
Pra não se contrariar
Mas que armada foi aquela
Que seu Maicon foi aprontar
XXIII
Por fim a TV mostrou
Somente o caixão lacrado
Quem sabe se no final
Ele não foi reciclado
Não se viu falar mais nele
Assunto tá encerrado
XXIV
A terra não come Plástico
Só produto natural
Do jeito que ele ficou
Um tanto discomunal
Vai ver virou boneco
Em tamanho natural
Fim
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