sábado, 6 de março de 2010

A História da Igreja do Arraial d` Ajuda

1

Muita gente vem pra Porto

No verão e carnaval

Todo mundo se diverte

Nas praias de Arraial

O lugar é freqüentado

E é tudo natural



2

A vila é paradisíaca

As praias são bem pertinho

Tem casas pitorescas

Com igreja num cantinho

O cenário é preparado

Até canta passarinho



3

Da igreja o sino toca

Chamando pra oração

Mas o povo nem se importa

Tão ali pra diversão

Pra o capeta, comer peixe

E quem sabe um camarão



4

O sino torna a tocar

Ninguém larga as caipirinhas

Mas a missa tem início

Com um grupo de velhinhas

Que de rosários na mão

Estão bem comportadinhas



5

É que elas fazem parte

Dum rodízio de velhinha

Cada dia aumenta mais

Para dá uma ajudinha

E com elas a igreja

Muito firme se encaminha



6

- é verão tá muito quente

É a mesma ladainha

Que o povo sempre inventa

Para dá escapadinha

O turista quer curtir

Pois não larga a caipirinha!





7

E por causa do rodízio

Vez em quando um aparece

Bate uma fotografia

Mas logo desaparece

Às vezes entra de sunga

Pois nem sabe o que acontece



8

Só que fé não sai férias

Nem tão pouco a educação

Aprendendo nossa história

Se é um turista ou não

Só estamos preservando

Uma forte tradição





9

Será que ninguém se lembra

Da santa água da bica

Das curas tão milagrosas

Que o Papa muito autentica

Não se lembram que de baixo

Da igreja a bica fica?



10

Por que em 15 de agosto

Tão poucos romeiros vêm

Se a água ainda jorra

Se milagre também tem

Se as velhinhas estão lá

E sino toca também



11

Que que está acontecendo

É diferente de Belém?

No círio de Nazaré

É gente que vai e vem

Dois milhões já se contou

E aqui tá tão aquém.



12

Ninguém sabe este mistério

A culpa padre não tem

Nem tão pouco a corredeira

Pois o fluxo se mantém

Até cego foi curado

E enxerga tudo bem



13

Náufragos já foram salvos

Acidentados também

Veja a sala dos milagres

Ex-voto é o que tem

Tem perna, braço, pescoço

Monóculos tem uns cem



14

E as fotos de 3X4

De corpo inteiro e de frente

As provas que tem na sala

Não é o suficiente

Se aquilo não for verdade

Nós precisamos de lente



15

Talvez ninguém mais lembre

Como a santa água jorrou

Esqueceram das histórias

Que contava seu avô

Pois o povo já não sabe

Como a santa aqui chegou



16

Que na barca dos Jesuítas

Num altar se acomodou

Que padre Manuel da Nóbrega

Muito se emocionou

Com a viagem tranqüila

Que o mar nem balançou





17

Nossa senhora d`Ajuda

Do Portugal foi que veio

De milhares de quilômetros

Há quatro séculos e meio

Veio ver Brasil nascer

Pra lhe emprestar o seio



18

E o povo tá esquecendo

Os valores que ela tem

Se viram para outro lado

Um lado que lhe convém

Mas só Deus e a mãe dele

É que faz um Brasil bem



19

África América e Índia

Igreja não lhe faltou

Onde português esteve

Altar pra Ajuda ajeitou

Arraial é um exemplo

Que o cordeleiro encontrou

20

Nossa senhora d`Ajuda

Não esqueça o Brasil

A coisa agora é fraca

Pouca ovelha no redil

Algum dia aumenta mais

Seremos umas cem mil

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

A Origem do Cordel

A Origem do Cordel

1
Muita gente vê cordel
Pendurado na cordinha
Às vezes nem dá valor
Nem olha a historinha
Diz: é coisa de matuto
Tô fora não é a minha


2
Nem sabe que o cordel
É antigo pra danar
Que é de antes da escrita
Não podemos mensurar
Pois se acorda esticar muito
Lá na Grécia vai chegar


3
Não pense que grandes livros
Existentes no Universo
Foram assim logo escrito
No papel frente e verso
Bíblia e Bhagavad Gita
Esses livros de sucesso


4
Antes deles serem escritos
Tavam na cuca guardados
Os versículos bem feitos
Todos eles bem rimados
Quando inventaram papel
Já estava decorados


5
Pois o homem primitivo
Não sabia escrever
Isso é coisa de depois
Dos egípcios pode ser
O negócio era na rima
Para não se esquecer


6
Uma rima puxa a outra
Igualmente uma canção
Que você lembra da música
E no embalo da emoção
Num instante canta tudo
Pode prestar atenção


7
Vem daí nosso cordel
De toda essa oralidade
Da tradição popular
Que tem a humanidade
Não há povo sem história
É a mais pura verdade


8
No tempo da Idade Média
Já se via algum cordel
Pouca coisa era impressa
Ainda era caro o papel
Mas cantador dava seu jeito
Para passar o chapéu


9
Faziam lá um teatro
Para poder ganhar o pão
E com sua voz cantada
Com muita empolgação
Chamava os transeuntes
Pedindo sua atenção


10
E se a história agradasse
O povo nunca deixava
De arranjar qualquer trocado
Sempre alguma coisa dava
Ás vezes até galinha
Qualquer jeito ajudava


11
Cantador do tempo antigo
Cansado de feira em feira
Espalhava assunto sério
Outras vezes brincadeira
Os antigos jornalistas
Viviam dessa maneira


12
De Portugal eles chegaram
Na grande navegação
E com os patrícios deles
Se enfurnaram no sertão
Nessas terras brasileiras
Foi tão grande a confusão


13
Eles trocaram as bolas
Ficou numa danação
As coisas de Portugal
Misturaram no sertão
Camões,Caboclo,cangaço
Virou aquela danação


14
Camões virou Camonge
Bem metido e sabichão
Imperador Carlos Magno
Quem sabe um Lampião
Bocage meu Deus do céu!
Sofreu muita mutação


15
Até lendas brasileiras
Cantador cordelizava
Pois a índia Iracema
Ela protagonizava
As histórias de amor
Que o povo se encantava


16
Esses novos trovadores
Misturaram no sertão
Sangue índio e lusitano
Nova miscigenação
Que ajudou a criar
A cultura da Nação


17
Embaixo de Sol na feira
No sertão sem proteção
Começava a cantoria
De qualquer uma invenção
- ontem em canto fulano
atacou o Lampião!


18
-o bandido trouxe dor
botou tudo pelo chão
as moças com muito medo
clamavam por proteção...
prefeito pagou resgate
pra não ter destruição.


19
Cantavam do mesmo jeito
Que o trovador europeu
Só que aqui no Brasil
Parece que o santo desceu
Os cabra inventaram moda
E um novo ccordel nasceu

É isso aí.

domingo, 1 de novembro de 2009

"Clarisvâniauma aluna inteligente demais

1
Só Deus para ajudar
Nessa grande confusão
Pois uma aluna inteligente
Que estudava lição
Só tirava nota baixa
Veja que perturbação

2
Maldade ou ignorância
Num sertão desse Brasil
Onde certa professora
Quase quase destruiu
O futuro de uma aluna
Uma vida estudantil

3
Mas mentira sempre perde
A verdade sempre ganha
E no final dessa história
Que parece tão estranha
Veremos que triunfará
A aluna Clarisvânia

4
O oficio de ensinador
Não é para qualquer um
Não é por necessidade
Tome currículo pá-pum!
Ensinar é uma missão
A lição número um

5
Quem se mete a professor
Quando não tem vocação
O que faz é trapalhada
Bota o pé pela mão
Comete muita injustiça
Como nesta ocasião

6
Que uma professora ingrata
Sem miolo na cachola
Dava muita nota ruim
Para todos na escola
Até se o cara sabia
A mulher não dava bola

7
De tanto ela botar zero
Será que a professora via
As respostas dos meninos
Quando prova corrigia?
Quem sabe na casa dela
De preguiça só dormia

8
E quando o dia amanhecia
Na pressa de se arrumar
Ia tacando zero em tudo
Para o serviço adiantar
Botava as provas na bolsa
E se punha a caminhar

9
Só podia ser assim
É a única explicação
Por que parece impossível
Zeros nessa proporção
No Brasil ensino é fraco
Mas exagero assim não

10
Vamos tentar entender
Se uma aluna que sabia
Uma menina aplicada
Tanto zero merecia
E vamos saber também
Que a professora fazia

11
A aluna se chamava
Clarisvânia de Alencar
Ela andava 6 quilômetros
3 para ir 3 pra voltar
Pra chegar na escola dela
E só zero ela arranjar

12
Pois mesmo que ela dormisse
Com livro por travesseiro
Fosse aula particular
Durante o ano inteiro
Parecia ter feito nada
Pois zerava o teste inteiro

13
A mãe dela era Dinalva
E não sabia o que fazer
Já que sempre corrigia
Tava certo seu dever!
Tinha até coisas a mais
Dava raiva só de ver

14
Nas provas de Geografia
Matéria que ela amava
As capitais dos países
Até da China acertava
Em Gramática então
Ela nunca se apertava

15
Ao ditongo decrescente
Ela dava explicação
-Vogal forte é primeiro...
Como: mãe e coração
Tá ouvindo mãe querida
Como eu sei minha lição?

16
Dona Dinalva ouvia tudo
As lágrimas segurava
Clarisvânia inteligente
E tanto zero levava
Não tá certo meu Senhor!
A mulher se revoltava

17
Um dia ela diz a filha:
Nós temos uma saída
Diga a essa professora:
Eu quero ser argüida
Estude um pouco mais hoje
Pra ficar bem prevenida

18
Se pegue com Geografia
E decore as capitais
Das nações que tem no mundo
Não fique uma só pra trás
Quero ver se ela te enrola
Quero ver se ela é capaz

19
Clarisvânia diz: tá certo
Vou gostar do desafio
Eu tiro tudo isso a limpo
Por que muito desconfio
Que do jeito que eu estudo
Eu mereceria uns mil

20
No outro dia Clarisvânia
Chega cedo na escola
Tudo na ponta da língua
Que ela já nem via a hora
De enfrentar a professora
E fazer o bota fora

21
E logo veio a professora
Com teste pra cima dela
Clarisvania devolveu
E foi dizendo para ela
Eu não quero prova escrita
“O negócio era na goela”

22
E categoricamente
Pediu pra ser argüida
A professora respondeu
Não está sendo atrevida?
Meu horário aqui é pouco
Acabo logo em seguida

23
Não vou ficar me empatando
Com aluna especial
Que rejeita prova escrita
E só quer a prova oral
Aqui não é faculdade
Ainda é Fundamental

24
Clarisvânia logo diz
Professora vou dizer
Não é o que lhe parece
Não tô querendo aparecer
Só lhe fiz essa proposta
Pra poder esclarecer

25
Por que estou levando zero
Você pode me dizer?
Por que isso acontece
Se tá certo meu dever
Se respondo direitinho
Mãe revisa pode crer!

26
Pois se aqui ficam calados
E não querem nem saber
Comigo é diferente
Já que eu quero aprender
Se eu não tiver estudo
O que é que eu vou ser?

27
Ela peitou a professora
E a mulher se intimidou
Pois disse logo pra ela
Vamos lá pro corredor
A gente resolve tudo
Clarisvânia: por favor,

28
Lá fora a professora
Fala despreocupada
-Tudo bem essa menina
Toda classe tá passada
Aluno repetir ano
Já é coisa ultrapassada...

29
Clarisvânia diz ô gente!
Passar sem saber de nada?
E lá no vestibular
A turma tá preparada
Pra concorrer com os outros
De uma escola avançada?

30
E os zeros que estou levando
A senhora faz o quê?
Minha mãe corrige tudo
Acompanha meu dever
A professora lhe responde:
Deixe lá que eu vou rever.

31
Chega em casa Clarisvânia
Pra sua mãe tudo esclarece
Quando a pobre dela escuta
Dinalva quase enlouquece
Filha! Pelo amor de Deus
O que foi que tu disseste

32
Então virou brincadeira
Eu não aceito isso não
No tempo que eu estudava
Tinha até Admissão
Se aluno não estudava
Ele não passava não

33
Tudo bem que hoje em dia
Passe burro analfabeto
Mas a tua professora
Não está agindo certo
Ela não corrige nada
Isso não está correto

34
Mas veremos mais pra frente
O que ela vai aprontar
Qual é mesmo da bruaca
E que nota que vai dar
Uma coisa ela já sabe
Tu tens mãe pra te cuidar

35
Clarisvânia continuou
A estudante exigente
Chegava cedo à escola
A mesma aluna de sempre
Preocupada com futuro
Nos estudos consciente

36
Fim de mês ela faz testes
Esperou por resultado
A nota dela veio 100
Negócio táva mudado
Mas as notas dos meninos
O zero táva encarnado

37
Isso lhe preocupou
Em casa pra mãe relata:
Por uma parte estou bem
Eu tirei nota bem alta
Mas por outra estou triste
A coisa é muito chata

38
O resto dos coleguinhas
Só tiraram nota baixa
Diga lá minha mãezinha
Quê que a senhora acha
Tá certo um negócio desse
Vão passar tudo na faixa

39
Por isso não tão ligando
Nem olham pra resultado
Vão passar de qualquer jeito
Ninguém tá aperreado
Mas comigo é diferente
Isso tá esculhambado

40
Com raiva a mãe dela diz
Eu vou no grupo escolar
Levo toda tuas provas
Para diretora olhar
Se ela não revisar tudo
Ah!O bicho vai pegar

41
Vamos até pra São Paulo
Se for para tu estudar
Na capital Bandeirante
Tem colégio particular
Vai ter muitas opções
Tu vás puder te formar

42
Há de existir um lugar
Que ajuda quem quer estudar
Tua cabeça é boa filha
Por isso vou me esforçar
Largo roça boi e vaca
Na mão de Deus vai ficar
43
Dinalva respira fundo
Depois de desabafar
Começa a pensar melhor
Começa a se concentrar
Não pode ser desse jeito
Ela tem que se acalmar

44
E no outro dia cedinho
Frente ao grupo escolar
Esperando a porta abrir
Pobre mãe estava lá
No que chega a diretora
Ela vai lhe acompanhar

45
Dinalva muito nervosa
Fala tudo sem parar
Aquelas provas na mão
Já pesando pra danar
A diretora pergunta
Vai voltar a estudar?

46
Vou não, é de Clarisvânia
E começa a relatar
Diretora eu desconfio
Que lhe vão é sabotar
Minha filha sabe muito
Você pode acreditar

47
Ela sabe geografia
Matemática e ciência
Diretora por favor
Já estou sem paciência
Eu vejo os deveres dela
De tudo tenho ciência

48
A diretora diz pra ela:
Que tudo irá corrigir
Que ela beba uma água
Que o negócio vai fluir
Que não fale no momento
Para não lhe distrair

49
Não demora a diretora
Grita: olhe meu Deus aqui!
Essa menina em matemática
Mais, vezes, subtrair
Tudo certo ela é demais
Ninguém pode discutir.

50
Que essa professora fez?
Mandem ela vir aqui
Se ela é despreparada
Ela tem que se assumir
Em minhas mãos tenho provas
Tá demais tudo isso aqui

51
Logo entra a professora
E começa a chorar
Disse: por necessidade
Inventei de ensinar
Me dê as contas diretora
Já não passo agüentar

52
A vergonha é muito grande
Como pude acreditar
Que eu tinha vocação
De ir pra classe ensinar
Corrigir tanto dever
É difícil pra danar

53
Perdoe-me dona Dinalva
Diretora vou-me embora
Nunca mais eu me atrevo
De ensinar assim na tora
Não nasci para isso não
E de escola eu tô fora

54
A diretora lhe despede
Dando um longo sermão
Não se meta a ensinar
Procure outra profissão
Vá em paz minha senhora
Que eu já sei minha missão

55
Vou tomar conta da turma
E os alunos passarão
O trabalho vai ser duro
Mas não tem problema não
Contarei com Clarisvânia
Pra fazer a correção

56
Dinalva também ajuda
As mães incentivará
A olhar mais pelos filhos
Não deixar a Deus dará
Vá em paz professorinha
Tudo se resolverá

Fim da primeira parte.
Esta história continua, aguarde um próximo folheto.


obs.Clarisvânia é uma obra de ficção qualquer semelhança com fatos ou pesrsonagens terá sido mera coincidência

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Cordel de Michael Jackson e o que disseram os tablóides

Michael Jackson
e os fuxicos dos tablóides

I
Com licença meus senhores
Só um pouco de atenção
Os versos que aqui seguem
Pode ser a salvação
Cuidado com o que pedem
Cuidado com ambição

II
Muitos dizem ai meu Deus !
Como essa vida é ruim
Quando eu vou enriquecer
Vou virar um Aladim
Pra ter o gênio da lâmpada
Obedecendo a mim

III
Quando vou ser Michael Jackson
Sair por ai reboando
Com o bolso cheio de dinheiro
As mulheres me amando
Subir no palco da vida
Ver o povo me aclamando

IV
Será que o povo sabe
Na fria que tá entrado
Ficando assim como besta
Por riqueza se babando
Cuidado gente cuidado
Em ficar ambicionando

V
A vida de Michael Jackson
Não era aquele colosso
Quando o cabôco morreu
O bichim só tava o osso
O rosto se despencou
Só ficou mesmo o esboço

VI
Mudança que fez na cara
Para empinar seu nariz
Mudança na cor da cútis
Que ficou quer ver o Kiss
Tudo tudo despencou
Cadê aquele petiz

VII
Que encantava a moçada
Dando o passinho pra trás
Quem não lembra de: A B C
O menino era demais
Que foi aquilo meu Deus
Cadê Maicon? Nunca mais

VIII
Quando os médicos abriram
Para periciar ele
Encontraram foi cachete
Dentro do abdômen dele
Os peritos se assustaram
Todo mundo era fã dele

IX
A crua realidade
Por detrás da fantasia
No que termina o exame
Teve choro em demasia
Os médicos se retiraram
E ninguém nada dizia

X
Ali desmistificado
O rei do pop jazia
Tava nu e sem glamour
Numa pedra muito fria
Demorou pra acreditar
É que a ficha não caía

XI
Logo veio tanto fuxico
Que pareceram sem fim
Falaram da infância dele
Que seu pai era ruim
Que Maicom vivia preso
Numa torre de marfim

XII
Do pai também disseram
Que só na grana pensava
Que pra Maicon cantar bem
Quase lhe hipnotizava
E que se as rimas errasse
O cinto dele avuava

XIII
Que Maicon perdia aula
Pra puder ir ensaiar
Que às vezes meia noite
O som tava a repassar
Eita que véio exigente
Tão difícil de aturar

XIV
Se Maicom dizia: não canto
Pois quero estudar um pouco
Ser um menino normal
O véio ficava louco
Maicon you gonna shake now!
Ou tu vai levar um soco.

XV
E que foi por causa disso
Que Maicon falava fino
Mesmo quando virou homem
A voz era de menino
O trauma dele foi tato
Que quase virava albino


XVI
Falaram dos seus irmãos
Que todos cantavam mal
E que só viviam de olho
Na fama e no vil metal
Que Maicon logo caiu fora
Mas já tava feito o mal

XVII
Das coisas que fofocaram
Todas foram de matar
Mas a de ficar dançando
Sem ter tempo de estudar
Isso sim foi muito errado
Isso sim foi de lascar

XVIII
Maicon podia se formar
Aprender Filosofia
Quem sabe se desse jeito
Muito melhor não seria
Seguia cantando bem
Mas o mundo entenderia

XIX
O estudo salva o homem
E faz ele compreender
Que dinheiro não é tudo
O que vale é Saber
Pois é quem liberta a gente
E nos faz sobreviver

XX
Se o cabra cresce burro
Se nunca liga pra escola
O que ele achar bonito
Qualquer coisa ele dá bola
Não descobre a si mesmo
Fica só fazendo cola!

XXI
E depois de Maicom rico
Dava sim para estudar
Mas com os bilhões no banco
Ele ia lá se importar
Fama lhe contagiou
Até foi se clarear!

XXII
Mexeu tanto no seu corpo
Que não queria mais se olhar
Passava longe de espelho
Pra não se contrariar
Mas que armada foi aquela
Que seu Maicon foi aprontar

XXIII
Por fim a TV mostrou
Somente o caixão lacrado
Quem sabe se no final
Ele não foi reciclado
Não se viu falar mais nele
Assunto tá encerrado

XXIV
A terra não come Plástico
Só produto natural
Do jeito que ele ficou
Um tanto discomunal
Vai ver virou boneco
Em tamanho natural

Fim